Agradecimentos: Espaço Z e The Walt Disney Company.
21:30
Bernardo Argollo
Agradecimentos: Espaço Z e The Walt Disney Company.
17:30
Bernardo Argollo
Agradecimentos: Espaço Z, The Walt Disney Company e Paramount Pictures.
20:00
Bernardo Argollo
Agradecimentos: Espaço Z e Warner Bros. Discovery.
20:30
Bernardo Argollo
Transpor Super Mario para a tela grande não é uma tarefa simples. Em 1993, a franquia de jogos da Nintendo foi adaptada num longa que, de tão ruim, deixou a empresa japonesa com um pé atrás na hora de licenciar seus produtos para adaptações cinematográficas. Eis que, 30 anos depois, chega este novo projeto feito pela Illumination Studio, que produziu Meu Malvado Favorito (2010) e suas continuações caça-níqueis.
O roteiro acompanha a história de Mario e Luigi, dois encanadores de ascendência italiana que vivem no Brooklyn, e deixam seus empregos para investir no próprio negócio. Desprezados pela própria família, que duvida de seus potenciais, os irmãos bigodudos encontram um cano verde mágico que os leva para o familiar universo de fantasia dos games.
O enredo, como já era de se esperar, é superficial e frágil, já que trata-se de um game que nunca teve um enredo bem definido. Qual a motivação do vilão dublado por Jack Black? De onde veio a Princesa Peach? São perguntas que ficam sem resposta, mas que, a bem da verdade, provavelmente não serão feitas pelos espectadores mais jovens. Há, no entanto, referências e easter eggs reconhecíveis mesmo para quem, como eu, nunca jogou um game da série.
Tecnicamente irrepreensível, o longa traz à tona o universo visualmente rico dos games, e aposta na nostalgia ao empregar os acordes já conhecidos da triha sonora. Há também músicas incidentais que, embora óbvias, valem pela nostalgia. As duas cenas pós-créditos, por sua vez, apontam para o futuro da franquia. Teremos um Mario Extended Universe?
Por Bernardo Argollo
Agradecimentos: Espaço Z e Universal Pictures.
19:30
Bernardo Argollo
É difícil não se render à energia da família Shazam. Com um charme que conquistou o público em 2019, ao romper de vez com a atmosfera "sombria" dos projetos do DCEU, o projeto de David F. Sandberg (do ótimo Anabelle 2: A Criação do Mal) é uma aventura envolvente, despretensiosa e, sobretudo, alegre. Agora, quatro anos depois, esta continuação tenta manter o tom do original, ainda que falhe aqui e ali.
Mantendo o tom de comédia do longa original, o roteiro escrito a quatro mãos segue o jovem Billy (Angel) e sua família adotiva, que agota têm de enfrentar as filhas de Atlas, um trio de deusas que querem roubar os poderes que Billy e seus colegas usam. Ainda que tenham conquistado certo sucesso em sua missões, o grupo de heróis é tratado pela cidade da Filadélfia como perdedor, só que agora terão que enfrentar um desafio (claro) ainda maior.
Ainda que exibindo um CGI competente, o projeto peca pelas cenas de ação genéricas, permeadas por diálogos profundamente expositivos. Pouco à vontade como as vilãs Kalipso e Héspera, Lucy Liu e Helen Mirren se esforçam para imprimir alguma personalidade ao texto caricato. Já Zachary Levi mais uma vez se diverte extraindo humor da obviedade da trama.
Membro de um DCEU prestes a ser transformado em DCU por James Gunn e sua equipe, o projeto deixa pontas soltas que podem eventualmente ser exploradas em novos filmes, já que a cena pós-créditos planta uma semente interessante. De todo modo, é difícil não sair do cinema com um sentimento positivo. O filme atinge seu objetivo dentro de sua proposta, o que é bastante, considerando que a concorrência muitas vezes falha no básico.
Por Bernardo Argollo
Agradecimentos: Espaço Z e Warner Bros.
22:50
Bernardo Argollo
Dirigido por: Juan Jesús García Galocha. Roteiro de: Javier Barreira e Jordi Gasull. Estrelando: Joe Thomas, Eleanor Tomlinson, Celia Imrie, Hugh Bonneville e Sean Bean.
O longa As Múmias e o Anel Perdido, co-produção entre Reino Unido e Espanha, provávelmente não será lembrado como um marco na história da animação, mas é divertido o suficiente para entreter crianças pequenas. Dirigido pelo estreante Juan Galocha, a animação nao se preocupa em trazer uma trama minimamente plausível, mas poderá agradar o público mais jovem.
O roteiro acompanha as aventuras de três múmias egípcias que, habitando uma cidade subterrânea sob as pirâmides do Egito, acabam indo parar na Londres atual à procura de um anel ancestral, de propriedade da Família Real das Múmias, roubado pelo arqueólogo Lorde Carnaby (Bonneville). O provável apelo que estes personagens terão junto ao público provavelmente justifica o fato de que o longa tenha sido lançado nos cinemas, e não diretamente em streaming.
Não que o filme seja ruim - muito pelo contrário. Ao narrar uma trama ingênua, e bem intencionada, o longa cativa por sua simplicidade. Longe de ser uma animação com o padrão Disney de qualidade, Múmias encanta por suas piadas divertidas, personagens carismáticos e sequências de ação eficientes, como a perseguição de ônibus pelas ruas de Londres.
Dito isto, é possível dizer que As Múmias é um passatempo agradável, e se preocupa em abordar temas como amizade, lealdade e sinceridade, ainda que de maneira superficial. No final das contas, os pequenos devem gostar das músicas e, principalmente, do simpático crocodilo mumificado.
Por Bernardo Argollo
Agradecimentos: Espaço Z e Warner Bros.
20:00
Bernardo Argollo
Adão Negro é um filme que mira em Shazam, Batman, Mulher Maravilha, em alguns filmes da Marvel, e por fim acerta em Homem-Aranha 3. É um projeto que tenta ser muita coisa, e acaba sendo muito pouco. Desperdiçando o potencial do talentosíssimo The Rock, é supreendente que este trabalho tenha sido destinado aos cinemas e não diretamente ao streaming. Parece um filme pertencente ao início dos anos 2000, quando sua fórmula ainda era novidade.
Parte do insucesso, talvez, se deva pela tentativa do roteiro, escrito a seis mãos, de encaixar o anti-herói dos quadrinhos na persona simpática e boa-praça de Johnson. O que já é um erro por si só, pois o ator que deve transformar-se em seu personagem. Desse modo, vemos aqui o clichê do "homem de bom coração que só é violento por ser maltratado e provocado", diluindo o personagem ambíguo e polêmico das HQs.
Ok, provavelmente ninguém esperava que, a essa altura do campeonato, um filme de herói fosse original e inventivo, mas mesmo assim a direção de Jaume Collet-Serra deixou muito a desejar. Responsável pelos eficientes The Shallows (2016) e Jungle Cruise (2021), o cineasta espanhol peca por tentar emular enquadramentos, movimentos de câmera e, também, o apego insuportável à câmera lenta do seu colega Zack Snyder. Ficou faltando apenas a fotografia escura.
No elenco secundário, temos a presença ilustre de Pierce Brosnan como Doutor Destino (uma espécie de Dr. Estranho da DC), que entrega uma performance até interessante, mesmo sabotado pelo roteiro limítrofe. Marwan Kenzari, intérprete que já se mostrou limitadíssimo como Jafar no remake de Aladdin, faz aqui novamente um vilão risível e pouco convincente, quase tão ruim quando o do projeto da Disney.
Por fim, o longa pincela um viés político quase tão bobo quanto suas tentativas de humor, muitas das quais claramente inspiradas por trabalhos do estúdio concorrente. Talvez a única coisa realmente capaz de empolgar a plateia seja o retorno de certo personagem na cena mid-credits. Mais uma vez, infelizmente, vemos a incapacidade (ou resistência) da Warner em entender o que torna seu universo realmente interessante.
Por Bernardo Argollo
Agradecimentos: Espaço Z e Warner Bros.

